Avaliação: Fiat Pulse tem requisitos para fazer o mesmo sucesso do Uno?

Primeiro SUV nacional da marca tem a missão de dominar o segmento, e aposta as fichas em tecnologia e motor 1.0 turboflex mais forte do Brasil
Por Renan Bandeira
20.10.2021 às 19h:47 • Att. há cerca de cerca de 2 meses
Primeiro SUV nacional da marca tem a missão de dominar o segmento, e aposta as fichas em tecnologia e motor 1.0 turboflex mais forte do Brasil

Depois de meses de espera, com visual revelado no Big Brother Brasil 2021 e nome escolhido pelo público por meio de votação em hotsite exclusivo, a Stellantis enfim lançou o Fiat Pulse nesta terça-feira (19). 

A missão do SUV compacto é desbancar VW Nivus e Caoa Chery Tiggo 3X no primeiro degrau da categoria e quem sabe assumir o posto de veículo mais vendido do segmento, que atualmente é liderado pelos primos Jeep Renegade e Compass.

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Construído sobre a plataforma modular MLA, o modelo se apoia em tecnologias, no visual e na oferta de dois motores para conquistar seu espaço no mercado. 

Um é o já conhecido 1.3 Firefly flex aspirado de quatro cilindros, com 98/107 cv (gasolina/etanol e 13,2/13,7 kgfm. O outro é o inédito 1.0 turboflex, três-cilindros, com injeção direta de combustível e sistema MultiAir com variação inteligente de válvulas, que entrega 125/130 cv (gasolina/etanol) e 20,4 kgfm. 

Primeiro SUV nacional da marca tem a missão de dominar o segmento, e aposta as fichas em tecnologia e motor 1.0 turboflex mais forte do Brasil

Veja versões e preços:

Pulse 1.3 manual: R$ 79.990

Pulse Drive 1.3 CVT: R$ 89.990

Pulse Drive 1.0 turboflex CVT: R$ 98.990

Pulse Audace 1.0 turboflex CVT: R$ 107.990

Pulse Impetus 1.0 turboflex CVT: R$ 115.990

Será que o Pulse tem os requisitos para fazer o mesmo sucesso que o Uno fez no passado? Para responder isso, a Mobiauto foi até o Circuito Panamericano, em Elias Fausto (SP), e testou a versão Audace 200 Turbo do Pulse. Assista:

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Visual e acabamento interno

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O balanço dianteiro mostra a familiaridade com a picape compacta Fiat Strada, com grade hexagonal em plástico preto e carregando a assinatura Fiat. Os faróis têm design exclusivo, são de LED e contam com luz de condução diurna de LED integrados.

A versão Audace 200 Turbo não oferece faróis de neblina, mas as caixas trapezoidais que os apoiam em outras versões dão mais robustez ao para-choque. Na parte inferior, o Fiat ainda tem uma peça em aço escovado, que traz um ar mais sofisticado ao conjunto.

A lateral mostra as semelhanças do modelo com o irmão Fiat Argo, com quem compartilha as folhas de porta. De perfil, o Pulse mostra suas rodas de 16 polegadas na versão intermediária, o acabamento em plástico preto nas caixas de roda e na parte inferior da carroceria.

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Na traseira, o SUV tem mais personalidade, com design exclusivo, lanternas de LED com desenho tridimensional, duas saídas de escapamento falsas para trazer mais elementos esportivos e acabamento em aço escovado na parte inferior do pára-choque.

Por dentro, plástico e mais plástico, o que é frustrante para um carro com esse valor. A Stellantis não poupou esse material no acabamento interno do Pulse, mas o SUV mostra inspiração no primo grifado Compass, com painel no estilo cascata, na central flutuante, no posicionamento das saídas de ar-condicionado e na régua de comandos central.

O volante é outra peça inspirada no SUV médio da Jeep, com design do cubo hexagonal e saltado, com base achatada e levando a assinatura da marca no centro. Na versão Audace 200 Turbo, o veículo tem bancos revestidos em tecido, com regulagem manual de profundidade, encosto e altura. 

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Desempenho, dirigibilidade e consumo

A Mobiauto já havia adiantado neste outro artigo que o Pulse traria ao mercado nacional o 1.0 turboflex mais potente do Brasil. Testando, o desempenho do propulsor é empolgante, com boas acelerações e retomadas de velocidade, e mostrando força mesmo em baixas rotações. 

Tanto que o trem de força dá ao SUV uma aceleração superior a de seu principal concorrente VW Nivus, que leva 10 segundos para ir de 0 a 100 km/h, sendo 0,6 segundos mais lento que o Fiat.

Motor e desempenho: 1.0 turboflex, 8V, injeção direta, sistema MultiAir com variação inteligente do comando de válvulas na admissão, 125/130 cv (5.750 rpm) e 20,4 kgfm (entre 1.750 e 3.500 rpm). Câmbio automático do tipo CVT com simulação de sete marchas. 0 a 100 km/h em 9,4/9,7 s (E/G). Velocidade máxima: 189/187 km/h (E/G) .

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Motor e câmbio ficaram bem casados, sem trancos e deixando a condução mais confortável. Além de não tirar fôlego do três cilindros, o câmbio CVT ajudou na eficiência do Pulse que, segundo dados da Stellantis, tem médias de consumo superiores às de VW Nivus e Caoa Chery Tiggo 3X.

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A valentia do Pulse é aprimorada com o sistema TC+ e o modo de condução Sport, que pode ser acionado já no volante. O primeiro é um bloqueio do diferencial dianteiro e ajuda o SUV a se desvencilhar de situações embaraçosas.

O segundo muda a atuação do carro, com o motor trabalhando em giros mais altos e entrega de potência e torque mais instantânea. Na prática, quando acionado, o modo de condução deixa o volante um pouco mais “pesado” e o acelerador um pouco mais sensível.

Consumo: 12 km/l na cidade e 14,6 km/l na estrada abastecido com gasolina e 8,5 km/l na cidade e 10,2 km/l na estrada com etanol.

A dinâmica de condução é aprimorada pela direção elétrica progressiva e o sistema de suspensão. O Pulse responde rápido aos acionamentos do volante, sem folgas exageradas, e reage bem às imperfeições da via, sem muitos chacoalhões na cabine.

Ainda que seja confortável, o conjunto mantém uma boa estabilidade para o SUV, que entra bem nas curvas e a carroceria segue firme, sem parecer que o carro será jogado para fora da via.

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Dados técnicos: direção elétrica progressiva, suspensão independente McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira), freios a disco ventilados (dianteira) e tambor (traseira), 10,5 m diâmetro de giro, 196 mm de altura mínima do solo, 20,5 graus ângulo de ataque, 21,3 graus de ângulo central, 31,4 graus ângulo de saída.

Além disso, um dos pontos mais favoráveis do Pulse contra seus rivais está em seus ângulos de ataque, saída e vão livre mínimo do solo. As três medidas são superiores aos de Nivus e Tiggo 3x, e permitem que o Pulse enfrente obstáculos ou acesse mercados, shoppings e até garagens com rampas mais inclinadas, sem preocupações.

Detalhe interessante é que a lubrificação do câmbio CVT é do tipo for life, que não necessita de substituição durante toda a vida útil do veículo, poupando o bolso do proprietário.

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O lado desfavorável está na vedação da cabine que não é das melhores. No habitáculo, o ruído da rolagem dos pneus e do motor são mais elevados, principalmente quando acionado o modo Sport, que aumenta o giro do motor. 

Dimensões e espaço interno

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Outro ponto negativo está nas dimensões externas: comprimento e entre-eixos são menores quando comparados com rivais da Volkswagen e da Caoa Chery. O primeiro impacta diretamente no porta-malas, que oferece apenas 370 litros - com medição em litros de água, que não é tão precisa como a medição em blocos.

Dimensões: 4.099 mm de comprimento, 1.579 mm de altura, 1.774 mm de largura e 2.532 mm de entre-eixos. Porta-malas: 370 litros (medição em litros de água). Tanque de combustível: 47 litros.

A segunda dimensão impactaria no espaço interno, mas a Stellantis soube aproveitar a cabine do Pulse. Nesse quesito, lembra o Uno - guardada as devidas proporções de categorias, claro - que desde a primeira geração tem entre suas principais características o bom espaço interno, mesmo sendo compacto.

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Voltando a falar do Pulse. Com o banco do motorista ajustado para uma pessoa de 1,87 m, que é a minha altura, sobra espaço para os joelhos de um ocupante adulto de mesma estatura na segunda fileira. No entanto, a cabeça fica justa no teto e não cabem três ocupantes confortavelmente.

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O passageiro central é o mais prejudicado, já que o console central invade a segunda fileira de bancos e não permite o apoio dos pés, mostrando que o SUV é uma boa opção para levar apenas quatro passageiros.

Tecnologias e itens de segurança

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Na versão intermediária Audace 200 Turbo, o Pulse já oferece a central multimídia de 8,4 polegadas compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, com sistema Cart, que permite fazer encomendas no McDonalds e até pagamento de IPVA e multas pela tela. O sistema ainda tem o Fiat Connect Me integrado à Amazon Alexa e ao assistente de voz do Google

O painel de instrumentos ficou devendo a tela digital de 7 polegadas, presente apenas na versão de topo. Na intermediária, segue os bons e velhos mostradores analógicos e a tela do computador de bordo, que é multifunções. 

O Pulse ainda conta com carregador de celular por indução, Wi-Fi nativo e porta USB do tipo C para carregamento lento no console central, além de uma outra convencional na mesma peça. 

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No quesito segurança, o modelo traz alerta de mudança de faixa ativo, que atua de forma suave. Mesmo em velocidades maiores, quando percebe que os pneus estão invadindo a faixa lateral, o veículo alerta visualmente o motorista e corrige sutilmente, sem assustar quem está atrás do volante.

A frenagem autônoma de emergência é outra tecnologia disponível e consegue evitar colisões em velocidades até 30 km/h. Acima disso, realiza o processo de frenagem ao visualizar a possibilidade da colisão e reduz o impacto.

O Pulse ainda conta com alerta de ponto cego, que acende no espelho retrovisor externo a assinatura “Fiat”, e acionamento automático dos faróis.

Em relação a versão de topo Impetus 200 Turbo, a Audace fica devendo acabamento dos bancos mais sofisticado, painel de instrumentos digital de 7 polegadas, central de 10,1 polegadas de série, sensor de estacionamento dianteiro, faróis de neblina, volante com regulagem de profundidade, retrovisor com rebatimento elétrico e rodas de liga leve de 17 polegadas.

Veja todas as versões do Fiat Pulse, preços e itens de série

Itens de série do Fiat Pulse Audace 200 Turbo

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Visual: barras longitudinais no teto, rodas de liga leve de 16 polegadas, maçanetas da cor da carroceria, retrovisores externos da cor da carroceria, volante com revestimento em couro,

Conforto: abertura elétrica do bocal de abastecimento, ar-condicionado automático e digital, banco do motorista com regulagem de altura, volante multifuncional, direção elétrica, vidros elétricos em todas as portas, volante com regulagem de altura, partida remota via chave, aletas para trocas de marcha atrás do volante.

Tecnologia: central multimídia com tela de 8,4" touchscreen, Apple Car Play e Android Auto sem fio, USB Tipo A e Tipo C, computador de bordo, modo Sport com botão no volante, câmera traseira com linhas auxiliares, carregador por indução para smartphones, 

Segurança: quatro airbags, alarme antifurto, alerta de não utilização do cinto de segurança para todos os ocupantes, controle de estabilidade e tração, faróis de LED, lanternas de LED, sistema de partida em rampa, luz de condução diurna de LED, piloto automático, sensor de estacionamento traseiro, monitoramento de pressão dos pneus, retrovisor interno eletrocrômico, sensor de chuva e crepuscular, frenagem autônoma de emergência, alerta de mudança de faixa com correção, farol alto automático.

Conclusão

Primeiro SUV nacional da marca tem a missão de dominar o segmento, e aposta as fichas em tecnologia e motor 1.0 turboflex mais forte do Brasil

E aí, será que o Fiat Pulse fará o mesmo sucesso do Uno? A expectativa é que sim. Claro que estamos falando de impacto e importância no mercado, e não de volume de vendas - afinal, o Uno é o segundo veículo mais vendido da história da nossa indústria. 

O SUV compacto tem visual carismático, motor forte e eficiente e uma central multimídia atualizada. Juntando isso, a receita é boa para brigar no topo da lista de mais vendidos do segmento e deixar VW Nivus e Caoa Chery Tiggo 3X para trás.

Resta saber se a Stellantis conseguirá suprir a demanda das concessionárias, já que a crise dos semicondutores impacta o grupo e prejudica até mesmo a entrega da Fiat Strada, modelo com maior volume de vendas no ano, que tem espera de até 180 dias. 

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